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Esgoto: o vilão na poluição do rio tietê

O Diário, de Mogi das Cruzes-SP, convidou a engenheira-agrônoma Vanda dos Santos Silva, doutora em ecologia e coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Braz Cubas, para analisar a situação do trecho do Rio Tietê junto as principais pontes da cidade. A especialista constatou que o despejo de esgoto, o assoreamento, o mau cheiro, e o afunilamento da calha são os problemas que mais se destacaram no percurso do rio.

“É nítido que o rio está bastante assoreado, e isso realmente precisa ser evitado. Mas o mais importante é evitar que o esgoto chegue até a água e melhorar suas margens, recuperando a mata ciliar”, disse a professora. Ela destaca que se nada for feito, agora os custos e dificuldades se tornarão cada vez maiores.

No primeiro trecho pesquisado, sob a ponte do Bairro do Irohy, na divisa com Biritiba Mirim, o rio tem uma aparência mais limpa. “Aqui, no verão, ainda tem moleque que vem nadar”, diz um morador.

Conforme vai descendo, o Tietê só piora. Em César de Souza, na altura da Avenida João XXIII, é possível notar um dos seus principais problemas: o afunilamento, provocado pelo assoreamento e aparecimento de vegetação atípica. Também se percebe o cheiro de esgoto despejado no rio. As mesmas características são observadas nas pontes da região do Rodeio. Na Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, é evidente a necessidade de recuperação de margens, que represa muitos resíduos carregados pela chuva. “Também será preciso recuperar a mata”, afirma a professora Vanda.

Junto a ponte da Avenida Antônio de Almeida, a situação melhora um pouco, com o surgimento de  alguns animais nas margens do rio. Na ponte da Avenida Francisco Rodrigues Filho, no Parque Centenário, está o primeiro trecho em que é detectado despejo de lixo, que a partir daí se torna comum às margens do rio. Mas é nesta região que a calha do rio mantém uma largura compatível.

Na Ponte Grande, sob a Rua Cabo Diogo Oliver, há muito lixo jogado nas margens (incluindo lâmpadas fluorescentes e móveis velhos). Segundo a especialista, “mesmo sendo um problema grave, uma simples e rápida limpeza pode ser a solução imediata, diferente do despejo de esgoto, que exige investimentos em médio e longo prazos em infra estrutura sanitária”.

Um dos trechos mais críticos do rio está na região da Vila Industrial, sob a ponte da Avenida Cavalheiro Nami Jafet, onde o cheiro do esgoto é mais evidente. O mau cheiro ocorre em razão do processo anaeróbio, com falta de oxigênio na água. Devido a grande quantidade de nutrientes levados pelo esgoto, há uma proliferação desordenada das algas, que depositam uma quantidade exagerada matéria orgânica no rio, provocando falta do oxigênio na água, que mata a vida ali existente.

A emissão de gás sulfídrico causa dores de cabeça, problemas respiratórios, neurológicos e náuseas. As pessoa expostas por muito tempo a este cheiro, acabam se acostumando e passam a não se incomodar com o problema, que continua lhes causando males.

No trecho que passa por Braz Cubas, na ponte da Avenida Valentina Mello Freire Borenstein, há maior incidências de ilhas, formadas pela terra “filtrada” por plantas aquáticas, que atuam no afunilamento da calha do rio. Dali se observa que em alguns pontos a largura de vazão do rio não chega a 10 metros.

No último trecho do percurso avaliado, na Avenida Joaquim Pereira de Carvalho, em  Jundiapeba, o tom da água se apresenta um pouco mais cinzento, porém a calha do Tietê aparenta menores sinais de afunilamento.

Fonte: Willian Almeida - O Diário, Mogi das Cruzes Quer saber de todas as novidades e dicas de desentupimento? Cadastre-se em nossa newsletter e fique por dentro de tudo!

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