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Encontro discute a crise da água no Estado de São Paulo



Em meio a mais grave crise hídrica do Estado de São Paulo, a consciência em relação ao uso da água e a manutenção do ecossistema são as alternativas para impedir um colapso no abastecimento. Em evento realizado ontem pela Pastoral da Ecologia da Diocese de Mogi das Cruzes na Sociedade Ambiental de Taiaçupeba (SAT), ambientalistas e técnicos discutiram rumos que podem ser seguidos para preservar este bem. Como parte do processo de proteção da natureza, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente anunciou que deve plantar mais 2 mil mudas de árvores na área urbana da Cidade.

O 2º Encontro da Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente teve participação do biólogo e pedagogo Luiz Antonio do Amaral, assessor da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para as Campanhas da Fraternidade; do diretor de Políticas Públicas da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani; do jornalista Heródoto Barbeiro (ex-presidente da SAT); e do engenheiro civil e sanitarista Roberto Kachel.

A temática do evento era a discussão sobre a água em um momento crítico. O Sistema Alto Tietê da Companhia de Abastecimento do Estado de São Paulo (Sabesp) opera com apenas 25% de sua capacidade por causa da retirada de litros e litros de água por segundo que a empresa retira para ajudar no abastecimento das regiões atendidas pelo Cantareira, que está com reserva baixíssima, somente 19,6%.

De acordo com Mantovani, o ser humano não sabe lidar com a água. “Infelizmente, nós não sabemos nos relacionar com a água. E estamos demorando para perceber que não existe uma máquina para simplesmente ‘produzi-la’. A prova da má gestão da nossa água é essa retirada de água gigantesca do reservatório do Alto Tietê para atender um outro manancial que praticamente não existe mais”, observou.

Amaral, que coordenou a última das cinco Campanhas da Fraternidade da Igreja Católica voltadas para a ecologia (“Água, Fonte da Vida, de 2003”), ressalta que a água será valorizada apenas quando a sociedade entender a importância do tratamento de esgoto. “Isso só vai acontecer quando nós, como sociedade, entendermos que o esgoto tratado é a melhor solução para não contaminar nossos solos freáticos e nem as nossas fontes de captação. É uma mudança bruta de hábitos. O Rio Tietê (que abastece Mogi) é chamado de Rio do ouro. Alguns acham que é porque no passado alguém achou pepitas nele, mas não. É porque o tratamento para limpá-lo é caríssimo. Só que não aprendemos e mais esgoto é despejado nele todos os dias”, disse.

Heródoto explicou em 13 pontos a razão de a água ser essencial. “Ela não vai durar para sempre e já é motivo de guerra entre países pelo mundo. Daqui a alguns anos,o preço dos alimentos, por exemplo, vai ser mensurado pelo volume de água utilizado para prepará-los”, apontou.

Kachel, que trabalhou 34 anos na Sabesp, alerta para as decisões da empresa em relação a redistribuição da água. “Eles alegam posicionamento estratégico. Vivemos um momento crítico e estamos perdendo a nossa reserva também. Acho que, nesta hora, a única coisa imediata que podemos fazer é ter consciência”, sugeriu.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Romildo Campello, participou do encontro e anunciou que, em parceria com a Pastoral, deve realizar o plantio de duas mil mudas no Município. “Já tivemos 2.049 plantadas neste primeiro semestre e devemos plantar mais duas mil na área urbana da Cidade. Isso é fundamental para melhorar o clima por aqui”, contou.

O bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, comandou os trabalhos e viu a discussão com bons olhos. “Em tempos em que o Rio Tietê sofre com a seca é importante a presença dessas pessoas buscando a conscientização, sobretudo, a participação dos jovens que, como o papa Francisco diz, é o presente da Igreja. Saímos daqui com uma etapa cumprida”, concluiu.

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Fonte: TV Diário

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