barragem-samarcoSaiba um pouco mais sobre a maior tragédia ambiental da história do Brasil

Um mar de lama. Essa é a definição mais precisa para a tragédia sem precedentes que assolou Mariana (MG) e chocou o Brasil. No dia 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão, pertencente a empresa Samarco, se rompeu, despejando óxido de ferro e areia prejudicial ao meio ambiente. Árvores, imóveis, automóveis e tudo que estivesse no caminho foi destruído pelo curso da lama.

Inclusive, a violência da enxurrada foi tão grande que até a barragem de Santarém foi danificada, ampliando ainda mais o desastre que tirou vidas humanas. Por fim, a lama atingiu o Rio Doce e desembocou no Oceano Atlântico, acabando com o ecossistema da região. Aves, mamíferos e peixes foram afetados diretamente pela poluição proveniente dos resíduos tóxicos do lamaçal.

Por conta desses agravantes que atinge a região há mais de três meses, o rompimento das barragens da Samarco já é considerado a maior tragédia ambiental da história do país. E como não podia ser diferente, a empresa de mineração pertencente a Vale e a BHP Billiton, foi responsabilizada por arcar pelos estragos causados pelo desastre.

Somando a multa de R$250 milhões, com a indenização para as famílias da vítima, o prejuízo da mineradora será de bilhões de reais.

Para piorar a situação da empresa, foi concluído que as barragens danificadas tinham suas licenças de operação vencidas por mais de dois anos e que a ampliação anual de Fundão ultrapassou todos os limites recomendados. Além disso, técnicos identificaram rachaduras por toda barragem de Fundão, cerca de seis meses antes do rompimento. Entretanto, o processo de investigação continua em andamento.

Se todos esses problemas pontuais descobertos até o momento fossem resolvidos de antemão, certamente a cidade mineira e o ecossistema da região não seriam abalados pelo descaso da mineradora.

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